Hora do ditado: uma catrefa de acentos, palavras difíceis e um nervoso miudinho. E depois, a palmatória nas mãos da professora, uma reguada por cada erro ortográfico. A palmatória, a "menina de cinco olhos", peça circular de madeira com cinco buracos em cruz. Sobre a mão das crianças, doía que se fartava. Um castigo comum e aceite nas escolas nos tempos salazaristas. E finalmente, os exames da 3ª ou 4ª classe, o final da escolaridade para a esmagadora maioria dos alunos. Ficavam a saber ler qualquer coisinha, escrevinhar q.b. e até contar. Por paradoxo, estas vítimas da palmatória e dos exames eram uns privilegiados. Porque, em 1970, 25,7% dos portugueses eram analfabetos. Uma vergonha nacional, aceite com desinteressada resignação.
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