PRR à portuguesa? Ressacas da tempestade? Qual quê! No mundo do futebol, o que está a dar é a polémica sobre o presumível insulto racista do argentino Prestianni ao brasileiro Vinicius Júnior na Luz. Supostamente, Prestianni chamou “mono” a Vinicius. “Mono”, à letra, significa “macaco” em castelhano. Mas cada palavra é um mundo onde convivem intrincados significados. Na Argentina, “mono” tem sido usado como uma ofensa racista contra negros, de preferência brasileiros. Vinicius é negro. No mundo dos significados, as palavras percorreram sinuosos caminhos. Em Espanha, tantas vezes, “mono” é usado como um mimo a alguém. Tem sobretudo o significado de “fofo” ou “bonito”, o contrário da carga pejorativa que tem na Argentina. Ouve-se muito a expressão "tu hijo es muy mono" (o teu filho é muito fofo). O mesmo com as palavras portuguesas “rapariga” ou “catraia”. No Brasil, tratar uma jovem por “rapariga” fica muito mal e apelidá-la de “catraia” é chamar-lhe “prostituta”. Pode redundar em tiro! Corre mundo a palavra supostamente ofensiva e racista de Prestianni atirada ao rival Vinicius. Fofo ou macaco? Em Portugal, num qualquer jogo, chamar “fofo” ao adversário também pode cair muito mal.
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Um exemplo de como as palavras percorrem sinuosos caminhos
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