É uma mulher velha, curvada, face enrugada, sacola a tiracolo, que se passeia arrastando os pés pelos corredores do hipermercado. Usa casaco coçado, chinelas e o cabelo apanhado em jeito de carrapito. Vários clientes e empregados conhecem-na de vista. Aparece uma ou duas vezes por semana, sempre em "hora de ponta". Por vezes, bebe um "garoto" na zona de pastelaria. Fala baixinho, de si para si, mexendo os lábios numa espécie de murmúrio. Outras vezes, depois de mirar prateleiras e preços, sai com uma embalagem de queijo ou um pacote de esparguete. É provavelmente beneficiária de uma pensão de velhice ou viuvez, seguramente uma entre os 2,3 milhões de portugueses em risco de pobreza ou exclusão social. O aumento do preço dos combustíveis não lhe dirá grande coisa, o aumento dos juros da casa também não. Mas o preço dos alimentos ocupa-lhe os pensamentos.
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