É um velho muito velho entre velharias, num cubículo do labiríntico mercado de Jaffa, em Telavive. Fala árabe, hebraico e um bocadinho de inglês. É um dos muitos árabes israelitas, cidadãos não judeus de Israel. No seu inglês macarrónico, tenta impingir ao português um velho cachimbo. "Tem mais de 500 anos!" Regateio de comércio, mais gestos que palavras. "Vens de onde? Inglaterra?" O português responde. "Portugal!" Confuso, o velho cofia a barba. "Orange?" (laranja) E tira uma laranja de um saco encardido. O português intenta uma explicação. "Meu país é...Portugal!" O velho sorri. "Laranja!" Não se entendem. O árabe não sabe que existe um país chamado Portugal. Mas porquê a laranja? Porque foram os portugueses que, no século XVI, introduziram a laranja doce na Europa e no Médio Oriente, trazida da China. Em árabe, "laranja" pronuncia-se "burtuqálum". Mas também em grego, búlgaro e até em farsi (persa) o fruto "laranja" se pronuncia "portugal", com ligeiras variantes fonéticas.
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