Rosa, transmontana, é uma mulher lúcida nos seus 80 e muitos anos. A neta, Ana, está grávida, já se nota a barriga arredondada. Está a ser seguida numa ULS da região da Grande Lisboa. A avó, respeitadora de superstições ancestrais, nasceu numa família de parteiras à antiga numa aldeia de Trás-os-Montes. É especialista em chás e mezinhas para grávidas. E passa a vida a aconselhar a neta. "Não montes o berço antes da criança nascer! Dá azar!" Ana ri-se, condescendente. Rosa avança. "Não te sentes no batente da porta! O bebé nasce prematuro!" E mais. "Não guardes chaves entre os peitos! A criança pode nascer com marcas!" E vai receitando chás à neta - erva-cidreira, camomila, alfazema. "Faz bem aos enjoos e às dores nas pernas!" Ana alarmou-se com a recente morte da guineense no Hospital Amadora-Sintra. A mulher estava a ser seguida no SNS. "Ao qu'isto chegou! A saúde anda toda baralhada! E as grávidas é que sofrem!"
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Luís Neves pode vir a ter em mãos vários casos de polícia.
Um exemplo de como as palavras percorrem sinuosos caminhos
O costume [em Portugal]: estuda-se muito, muda-se pouco.
Com as redes sociais, a memória piorou. Vencem os "baites".
Choruda conta bancária e Visto Gold dá direito a votar nas Presidenciais.
A diferença entre os seres humanos e os lobos.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos