Mar bravo e dura labuta, na pesca ou na marinha mercante, marcaram muitas gerações de portugueses. Fernando é um deles. Viu mar e mundo. Passou tempestades e calcorreou terra em muitos portos. A cada temporada em casa, engravidava a mulher. Lurdes teve oito filhos, fora os que perdeu. À conversa com os amigos, ainda hoje o octogenário Fernando trata Lurdes como "a minha patroa". Ao longo de séculos, de Caminha a Vila Real de Santo António, as mulheres da beira-mar não tiveram outro remédio senão organizar a sua própria sociedade matriarcal - mulheres e mães, gestoras do património e ministras das finanças caseiras. À chegada de cada viagem, Fernando puxava das notas e depositava-as religiosamente nas mãos da patroa Lurdes. Na taberna, ao terceiro copo, lá vinha a saída do costume. "Quem manda lá em casa é a patroa! Mas quem manda na patroa sou eu!" Nunca foi bem assim, nem na casa de Fernando nem na dos companheiros de mar. Lurdes sempre deixou que o seu homem assim pensasse; e lá foi criando os filhos, gerindo as finanças e as poupanças.
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