Daniel, judeu sul-africano, é gerente de um restaurante em Netanya, Israel, que ostenta à entrada um enorme Galo de Barcelos. É o símbolo do grupo Nando’s, uma das maiores cadeias do mundo de frango grelhado. Estamos em Março de 2002, vésperas da Páscoa judaica. A cadeia foi fundada em Joanesburgo pelo português Fernando Duarte e pelo judeu sul-africano Robert Brozin. Existem hoje milhares de Nando’s pelo mundo, de Inglaterra à Austrália. Daniel é um bem-humorado. Palavra puxa palavra, sai-se com esta. "Vocês, portugueses, são os melhores comerciantes do mundo!" Risos. "Então e vocês, os judeus?" Gargalhada. "Nós somos os melhores... negociantes do mundo!" É o início de conversa mais séria sobre Israel, judeus, palestinianos, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, os ‘kibutz’ e a tensão permanente num país com uma área pouco maior que metade de Portugal. Daniel assume-se de Esquerda. "Mas temos de nos defender! Os palestinianos e esses terroristas do Hamas e do Hezbollah querem destruir Israel!" Não há diálogo possível sobre um possível entendimento israelo-palestiniano. Mais descontraído, Daniel ironiza. "O sítio mais seguro de Israel ainda é Jerusalém!" Explica que, à distância de poucas centenas de metros, estão três dos locais mais sagrados do Judaísmo, do Cristianismo e do Islamismo: o Muro das Lamentações, a mesquita de Al-Aqsa e a Basílica do Santo Sepulcro. "Se alguém lança um míssil vão os três pelo ar!"
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Está instalada entre nós a confusão de conceitos.
Há quem se veja grego a defender a Constituição.
À ministra, fugiu-lhe a boca para a verdade: vamos esperar e rezar...
Em Portugal, usa-se e abusa-se de chavões retóricos.
Inverno árabe dará em primavera de apertar o cinto.
Luís Neves pode vir a ter em mãos vários casos de polícia.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos