Necas e Toni reapareceram no jardim lisboeta que os acolhe durante parte do ano. São sem-abrigo militantes, barbudos e alcoolizados. Andaram uns tempos desaparecidos, foram passar o verão ao Algarve, onde podem dormir na praia. A caridade dos turistas abonados proporciona-lhes por lá uma sobrevivência tranquila. Não consta que se metam em drogas ilícitas, investem as moedas e ajudas recebidas em pacotes de vinho carrascão. Como sempre, Toni transporta o seu pequeno transístor. Gosta de ouvir música e notícias. Por vezes, recostam-se no banco do jardim a ler os jornais abandonados junto ao quiosque. Não se metem em barafundas, ainda que se tornem desbocados quando alguém lhes recusa uma moeda. A custo, falam de um passado difícil, com histórias de traições e azares avassaladores.
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