Sempre recusei esta interpretação.
Só faltava que um equilíbrio geoestratégico que tinha sido laboriosamente construído, a partir do fim da Guerra da Coreia, fosse destruído por um pequeno Estado no sudoeste da Europa!
Tratava-se, sim, de pressionar um certo rumo do processo de descolonização; e, acomodados os interesses da URRS e dos USA, tudo se normalizaria. A história confirmou-o: independência de Angola a 11 de novembro de 1975, fim da supremacia PC a 25 de novembro seguinte.
Olho, por isso, com o maior ceticismo para a grande maioria que entende que Portugal não tem na Europa alternativa negocial, como se o endurecimento da nossa posição importasse a expulsão do Euro. Ai sim? Pagava para ver.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.