Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoProvavelmente a vitória da alegada Conchita no festival da Eurovisão desperta mais atenção. Até é compreensível esta apatia: Bruxelas e Estrasburgo, além dos empregos dourados, pouco significam para os cidadãos. Depois de Delors, a Comissão Europeia foi ocupada por políticos sem dimensão e perdeu poder real. Hoje, quem manda é a chanceler de Berlim. Enquanto isto, na fronteira Leste, Putin retalha a Ucrânia e goza com a impotência ocidental. Por todo o continente, há um quadro de crise, desemprego e falta de esperança, o que leva à subida do voto de protesto. Não se admirem com a vitória de listas pouco recomendáveis para lá dos Pirenéus.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.