Aos dois minutos de jogo, Van Bommel deu-lhe uma pancada (cartão amarelo). Aos oito, Boulahrouz (em Hamburgo, onde joga, é conhecido como ‘O Canibal’), vai com os pitons à coxa direita de CR (cartão amarelo).
É este toque que acaba por levar CR a desistir. É substituído por Simão, e sai a chorar. Do outro lado do campo, um gesto: Boulahrouz bate discretamente na mão do colega Ooijer. Maneira de dizer: missão cumprida!
Isto para vos contar por que razão o futebol, por vezes, não merece a sala de concertos da Gulbenkian. E não merece produzir-se aí ou em qualquer outro sítio decente, como a sala de jantar do leitor, só mesmo por causa daquela tapazita malandra. Porque ela revelou má-fé. Tudo o mais, da cabeçada de Figo à própria pancada de Boulahrouz, pode ser só do calor do jogo – o árbitro que sancione, que use os regulamentos. Eu não julgo moralmente.
O futebol, saiba-se de vez, é um combate atlético. Eu quero os jogadores combativos. O português Deco e o holandês Gio, ambos expulsos, a verem juntos o fim do jogo, é futebol. Mas ali não cabia Boulahrouz.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Não parecendo uma pessoa extrovertida, o Papa Leão XIV transmite algo de ternurento e carinhoso.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.