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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

A espada de Dâmocles

31 de março de 2013 às 01:00

Basta falar com um desempregado ou com empresário aflito para pagar aos credores, fornecedores e ao Fisco e a esmagar as margens para tentar sobreviver. O desemprego e a asfixia fiscal aceleram a austeridade. E o Governo de Passos Coelho, se sobreviver a um eventual chumbo constitucional, tem um dilema: ou faz os cortes que a troika exige e a economia afunda-se mais, ou não faz e arrisca o financiamento e a credibilidade externa. A troika, ao colocar a espada de Dâmocles em cortes adicionais de 4 mil milhões, está a provocar em Portugal uma pressão que gerou o caos na Grécia. O Banco de Portugal diz que basta um corte adicional de 2,5 mil milhões de euros para, em vez de ligeira retoma, haver estagnação.

Uma das constantes da história portuguesa é a pobreza e a dependência externa. Os Descobrimentos, o ouro do Brasil e os fundos comunitários foram ligeiras interrupções desse quadro. A pobreza leva à instabilidade política ou às ditaduras. A tentação dos governos de salvação nacional é outra das tradições.

A economia definha e as contas do Estado assustam. O PIB baixou cerca de 560 euros por cada português em 2012, enquanto a dívida pública dispara a um ritmo diário de 5 euros por cada cidadão.

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