Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoE vamos todos pagar a fatura. Com menos investimentos e financiamento externo, com menos dinâmica económica e com um custo elevado de desemprego. É pior do que os crimes do BPN. A nacionalização mal conduzida do banco de Oliveira e Costa elevará a conta para mais de 7 mil milhões de euros, mas o impacto externo foi quase nulo. O BPN/SLN era uma estrutura muito portuguesa e os sócios estrangeiros envolvidos não passavam de gangsters da mesma dimensão dos protagonistas lusos envolvidos. Mas o BES representava a elite, era a imagem do melhor de Portugal lá fora.
Na intervenção do BES, os franceses do Crédit Agrícole perderam mais de 700 milhões, os brasileiros da Bradesco mais de 300 milhões e há vários fundos com prejuízos milionários. Enganados, não voltam tão cedo a este País.
Há ainda o impacto negativo do crédito de 897 milhões da PT à Rioforte.
Tudo isto passa para os mercados a imagem de um país de aldrabões, sem Justiça. Qualquer investidor relevante vai indexar Portugal a uma espécie de Serra Leoa, de onde convém fugir.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.