A história retrata o atribulado dia a dia de um casal homossexual que é dono de um cabaré de travestis em Saint-Tropez minado pela inveja e pelo ciúme.
Assim está o País. Um imenso bar de alterne, em que o consumo mínimo é cobrado com uma sobretaxa de 3,5% ao mês e uma ‘lap dance’ é paga com a reavaliação do IMI.
Neste bordel, quem manda é o cio do poder, que desperta paixões incontroladas e arrebatamentos irracionais aos protagonistas mais mediáticos. A vertigem é total e a todos contagia. Numa visão premonitória, até o banco do Estado fez uma campanha publicitária onde coloca o País de "pernas para o ar". É a loucura completa.
Como em todas as boîtes, também aqui os clientes procuram uma companhia agradável. E entre dois copos esperam o aconchego e o carinho de uma palavra amiga que os leve para longe da dura realidade. Mas neste estabelecimento chamado Portugal tudo é feio e falso. Somos maltratados, enganados e roubados e nem temos direito a livro de reclamações.
Eu, por mim, nunca mais cá volto!
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.