A sabedoria convencional recente sobre o Médio Oriente diz-nos que todos os males da região datam da Guerra do Iraque de 2003. A proclamação do califato da Síria e do Iraque pela organização Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) levou muita gente a viajar uma década para trás. A Guerra do Iraque foi o motivo do último grande embate ideológico internacional. Não admira que haja quem esteja ansioso por voltar ao conforto dos argumentos maniqueístas desse tempo. No entanto, muito aconteceu desde a guerra de 2003: as ‘primaveras árabes’, bastante louvadas à época mas que redundaram quase todas em desastre; a guerra civil da Síria, um cortejo de horrores; ou a Guerra da Líbia de 2011, que resultou numa guerra civil agora em pleno curso. Porque não qualquer um destes eventos como origem do mal?
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
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