As televisões continuam a explorar o filão, com a complacência da legislação que permite a utilização de menores para produzir programas baratos e puxar a lágrima que traz audiências. E recrutam "jurados" de capa de revista que disfarçam a falta de cultura, e mesmo de conhecimento na matéria, com tontos elogios aos ingénuos que se julgam às portas da fama.
Há dias, uma jurada-estrela abusava do estatuto para dizer a um jovem algo como isto: "Tenho de confessar que tu és o maior talento que eu já vi na vida! Vais muito longe." A plateia rejubilou, a família da novel "vedeta" chorou baba e ranho. Mas em breve o enganado – que deixará de estudar, inebriado pelo "sucesso" fácil – será abandonado. E até a mentirosa o esquecerá.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.