O seu campo é a realidade, não a fantasia. Ora, o semanário britânico ‘News of The World’ cedeu, justamente, à fantasia, e entregou-se por inteiro às delícias do voyeurismo. Desde o ano 2000, colocou sob escuta mais de quatro mil pessoas, numa devassa da privacidade que faria inveja a George W. Bush. Dos famosos o jornal passou às vítimas de crimes violentos e às respectivas famílias, não deixando ninguém ileso. Que aquele pasquim era o mais próximo equivalente da baixa prostituição todos sabiam, os que o liam e os que o evitavam. Mas uns e outros sabiam também que até o mau gosto e o mau jornalismo têm limites.
A boa notícia é que o último ‘News of The World’ saiu neste domingo. A má é que centenas de pessoas ficaram sem emprego e que o grande responsável do crime, Rupert Murdoch, ficará impune. Há pois uma só certeza: o mau jornalismo está bem vivo e boa parte dele continuará a ter a marca de Murdoch.
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Por Carlos Rodrigues
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