Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesNada me move contra Isaltino Morais, como nada me move contra os réus do processo ‘Casa Pia', mas para o sistema judicial era importantíssimo que estes dois casos fossem resolvidos. Mais do que a imagem da Justiça, estavam a corroer as entranhas da democracia portuguesa. Para que a sociedade acredite nas instituições, os arguidos devem ter o direito de recurso, mas os Tribunais têm de conseguir fazer executar as suas decisões. Nestes casos, não o estavam a conseguir.
A imagem de impotência que o sistema judicial transmitia para a sociedade, principalmente neste período de grave crise económica, era arrasadora. Era por isso um imperativo nacional a sua resolução. Temos agora de evitar que tudo isto se possa repetir. É tempo de, em paz, seguir em frente. Com a resolução destes dois casos, espero que tenha começado a reconciliação da Justiça com os cidadãos.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.