É um jogo atípico no sentido em que, teoricamente, os atacantes de cada um são melhores do que os defesas do outro e, no entanto, ambos têm apresentado índices de solidez defensiva notável que lhes tem permitido chegar a um altíssimo rendimento.
O Sporting ataca pela certa, o FC Porto mais em volume. E no entanto o Sporting recuperou oito pontos ao FC Porto na segunda volta (e tem mais golos marcados – 21 contra 17 – e os mesmos sofridos). O Sporting é mais cínico, o FC Porto mais de peito aberto.
Adriaanse deve jogar no 3x4x3, como o fez na Taça, embora se não conheça em que ponto estarão Lucho e Cech, depois das lesões. Um treinador normal usaria de cautelas, mas se há coisa em que toda a gente está de acordo é que Co não é igual aos outros.
Paulo Bento não mudará. Formatou a equipa em 4x4x2, teve resultados e esta não é altura para surpresas. Pressão a partir da linha do meio-campo e procurar aproveitar os erros do adversário no espaço que os portistas inevitavelmente concedem nas costas dos defesas. A equipa parece acusar uma certa erosão, mas a base é sólida.
O FC Porto não ganhou nenhum clássico, sobretudo porque ofereceu golos: com o Benfica no Dragão e na Luz, no campeonato e na Taça com o Sporting. E não se fala na Liga dos Campeões. Não foi a defesa que jogou mal muitas vezes nessas partidas, foram episódios de erros cometidos, às vezes pelos jogadores mais improváveis, que decidiram os jogos.
A pergunta do milhão de dólares é: a defesa do líder chega para o ataque de Alvalade? Será capaz de finalmente fazer um percurso sem faltas em 90 minutos transcendentes? A diferença entre os dois sectores defensivos tem muito a ver com o modelo de jogo. Em casa, o Sporting é favorito, até porque precisa de menos ataques para fazer um golo. Que pode fazer toda a diferença num jogo destes.
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Por Carlos Rodrigues
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