A míngua sempre traz o pior de cada povo. A palavra pátria ganha sílabas de agressão.
O vento que sopra da Europa é tão frio, que lembra quão longe já vai na memória destes líderes atávicos o tempo de todas as pragas. Porém, a Ibéria resistiu na moderação, apesar de fustigada. Aqui, toda a meia-idade ainda sentiu na pele os últimos estertores dessa tempestade que agora se volta a formar nas capitais do costume. Moscovo, Berlim – e o seu apêndice norte, Copenhaga –, Paris, Roma, Londres.
Com o dilúvio que se abateu ontem sobre a França, o vento que sopra da Europa vem ciclónico das mais desumanas estepes.
À cegueira dos povos, à amnésia dos líderes, à voragem dos novos agiotas, a História atribuirá todas as causas da tempestade perfeita.
Com estes ventos que sopram da Europa, talvez seja prudente manter a bitola ibérica. Nos carris. Na sanidade social. Na democracia.
Por cá, o radical de serviço é um ameno Marinho e Pinto – o único verdadeiro vencedor de umas eleições marcadas pela moderação de um povo macerado, mas que ainda não perdeu a cabeça. Nem a memória.
O grito das urnas aponta imperiosa necessidade de entendimento – por sentido de Estado e de urgência – entre PS e PSD.
Entendimento. Para que um dia não se diga que Pedro e António foram como duas mães frente ao rei Salomão.
Ambas falsas e a quererem um bebé cortado ao meio.
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Por Carlos Rodrigues
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