Nos últimos dias, e a pretexto da inane TSU, a classe política andou por aí a esfaquear-se alegremente. O PS esfaqueia o governo mas avisa logo, não vá Belém tecê-las, que não tenciona ir para lá. O PSD, ou parte dele, esfaqueia Passos (que nunca engoliu) e diz que tudo seria diferente se ele não estivesse em S. Bento. O CDS esfaqueia o PSD porque acredita, sem se rir, que uma crise política devolveria o cinquentenário Portas ao estrelato. E até Soares, que tem o dobro da idade, mostrou metade do juízo: pedindo a Cavaco o tipo de patifarias que Eanes lhe cometia a ele, ou seja, governos de iniciativa presidencial, como se isso fosse possível, ou desejável. O país está falido, os portugueses estão em debandada da plateia. Mas uma trupe decadente continua a representar no palco. Para quem?
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.