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Leonardo Ralha

Leonardo Ralha

Jornalista

Assim falou Bart Sócrates

29 de março de 2013 às 01:00

Para impor tal realidade, esteve hora e meia na RTP a "desmontar narrativas" - se alguém fez cartões de bingo com as palavras ‘narrativa', ‘embuste' e ‘mistificação' em vez de números, teve um serão divertido... - meros dois anos após deixar o Estado sem dinheiro para pagar aos funcionários públicos.

Ao contrário de António Guterres, que é capaz de assumir a sua quota-parte de culpa no estrago da Nação, Sócrates defende a tese - e sim, usou a palavra ‘tese', que dificilmente poderia ser mais académica - de que o descalabro das contas públicas se deveu apenas à ganância dos mercados que espalhou crise pelo Mundo e ao chumbo do PEC IV pelos partidos da oposição.

Apesar de se ter inspirado no saudoso Calimero para a fase final da entrevista, com várias acusações ao Correio da Manhã (mencionado mais vezes do que Passos Coelho) que ilustram a sua noção de liberdade de imprensa, José Sócrates optou quase sempre pelo registo "não fiz nada, ninguém me viu fazê-lo, não podem prová-lo", que é a imagem de marca de Bart Simpson.

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