Desde a 4ª ronda, desconsiderando as semanas em que os portistas penduraram o jogo do Bonfim até acertarem calendário e classificação, a diferença entre os dois candidatos media-se apenas pela diferença de golos, mas o clássico de Alvalade apresentava-se como marco complicado e correspondeu às expectativas dos encarnados. Em Aveiro, o Benfica jogou q. b. para não imitar o deslize que os portistas tinham vivido há três semanas quando os lisboetas cederam dois pontos na visita ao Nacional. Com algum nervosismo, bloqueio funcional do sistema ofensivo, mas com segurança na retaguarda, o Benfica salvou o essencial, consentindo ao último classificado mais posse de bola e um número de remates que só o Sp. Braga registara até agora. O FC Porto acusou a ausência forçada de Moutinho e não conseguiu vencer a resistência de uma equipa leonina muito jovem, determinada e organizada para não perder. Terá sido o empate com um rival direto, em casa, mais festejado da história do Sporting, o que só se compreende pelas dificuldades que o clube atravessa, até porque ofereceu a liderança ao Benfica e está cada vez mais longe da Europa. Na luta pelos lugares secundários, o P. Ferreira decidiu finalmente assumir a candidatura europeia e mantém a Liga dos Campeões na mira sob pressão do Braga, numa noite de grande infelicidade do Olhanense e do seu esteio Maurício. No entanto, o resultado mais significativo foi o triunfo do Estoril em Vila do Conde, ficando a um ponto da 5ª posição e já com vantagem direta sobre o Marítimo.
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Por Carlos Rodrigues
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