Fernando Santos apresentou um novo esquema frente ao Desportivo das Aves e fez muito bem. As equipas de Neca são normalmente certinhas. Povoadas atrás, atrevidas na frente, nunca atacam com muitos.
Para defrontar um adversário assim, o Benfica necessitava de mobilidade na frente e, fundamental, de ocupar toda a largura do campo. Assim nasceram os dois primeiros golos, com a ala esquerda a conseguir ir à linha cruzar.
Com este esquema o Benfica obrigou o adversário a ficar sempre muito perto da área, fragilizando o meio-campo e inibindo os contra-ataques. Na segunda parte, Fernando Santos prescindiu até de um médio defensivo e pediu a Rui Costa que colocasse a bola nas múltiplas opções que tinha à sua frente. Exactamente como o 10 gosta.
O treinador do Benfica leu bem o adversário e o jogo e demonstrou confiança. Jogar apenas com dois médios pode não ser um problema e constituirá a melhor solução em muitos desafios da Liga. No fundo, tudo depende de como a equipa se comporta quando não tem a bola. E nesse aspecto a mudança até já tinha começado frente ao Manchester United.
O Benfica demonstrou nos últimos dois jogos maior capacidade para recuperar a bola, o que costuma ser sinal de que alguns princípios de jogo estão a ser adquiridos. Num campeonato como o nosso, o primeiro dever dos grandes é defender bem. Quando o fazem, quase sempre a diferença de valor acaba por decidir as coisas. Mais minuto menos minuto...
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Não parecendo uma pessoa extrovertida, o Papa Leão XIV transmite algo de ternurento e carinhoso.