Todos devemos um pouco ao fundador da linguística moderna e ao seu livro ‘Curso de Linguística Geral’, que reúne o essencial dos seus ensinamentos, e que foi publicado três anos depois da sua morte. É nele que se encontra a base da que, depois, foi designada como "linguística estrutural", bem como o conjunto de conceitos (signo, valor, significante e significado, língua e fala, ou sincronia e diacronia) que constitui a matriz da sua obra e que foi também adotado por outras ‘ciências’, como a antropologia, a psicanálise ou os estudos literários. Com Saussure, a linguística deixou de estar reduzida ao domínio da filologia e do simples ‘conhecimento das línguas’ – embora nada fizesse prever que hoje se tornasse tão totalitária e inútil.
Para os que se referem muito à ‘tradição judaico-cristã’, recomendo o livro de David Nirenberg, ‘Anti-Judaism’, acabado de sair. De S. Paulo a Marx, passando por Voltaire, Kant ou Hegel, o Ocidente é sobretudo antissemita.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.