Por isso, o argumento de ‘Caça ao Outubro Vermelho’ não só era plausível como foi apresentado como se se tratasse de uma "história real", apimentada de pormenores sobre o arsenal nuclear soviético – toda a gente a conhece do cinema, com um Sean Connery impecável e um Alec Baldwin que não servia para o papel de Jack Ryan, o analista da CIA a que Harrison Ford deu vida e qualidade (depois retirada, como de costume, por Ben Affleck).
Mas os livros vieram antes: ‘Patriot Games’, ‘Perigo Real e Imediato’ (no cinema com Joaquim de Almeida) ou ‘A Soma de Todos os Medos’, entre outros. Tom Clancy nunca foi popular em Portugal e não há livros seus disponíveis, mas o segredo era simples: intriga política, armamento e aquele edifício de Langley onde funcionava a CIA. O seu novo livro será publicado em novembro, mas o seu autor morreu anteontem, aos 66 anos.
Enquanto o japonês Haruki Murakami se mantém em primeiro lugar na lista de apostas para o Nobel (na Ladbrokes), a Casa das Letras tem já pronto o novo romance, ‘Sono’, preparado para seguir para as livrarias. A 29 de outubro.
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