Mensalmente, a minha mãe e eu íamos à sede de concelho, a 25 km, e o sr. José Maria apresentava-se à porta de casa fardado, escanhoado, de gravata e boné, pronto para a viagem.
Depois, anos depois, nas primeiras vezes que andei de elétrico em Lisboa, percebi que também os funcionários da Carris estavam bem barbeados e com farda apropriada. Descobri agora que a Carris tinha várias barbearias e que até 2007 empregava mesmo alguns barbeiros.
Como as barbearias deixaram de ser utilizadas, os sindicatos propuseram que passassem a salas de refeição e que os funcionários (e funcionárias, suponho) recebam um subsídio de barba e cabelo no valor de 12 euros. A administração não quer e prefere manter as barbearias, magnificamente apetrechadas, segundo diz.
Tudo para que os funcionários mantenham o seu bom aspeto.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.