Tinham descoberto, por acaso, que no ano anterior fora ele o responsável pela programação de ‘O Império dos Sentidos' para uma noite da RTP, e faziam peregrinações para cumprimentar o realizador de televisão (um excelente amigo entretanto falecido) e admirar o responsável por essa ousadia.
Na época, o filme tornou-se acontecimento e teve direito a manchetes, protestos e ‘charge' de Herman José. Mas é pecado reduzir Oshima a ‘O Império dos Sentidos' e ‘O Império da Paixão'. ‘Noite e Nevoeiro no Japão', ‘Cerimónia Solene' ou ‘O Menino' são a outra face (a mais política) da obra de um poeta fascinado pelo sexo, pela violência e pela beleza, juntamente com ‘Feliz Natal, Mr. Lawrence'. O adeus a Nagisa Oshima merece solenidade.
Segundo o ‘The New York Times', a cidade indiana de Mumbai é também gigante na pirataria editorial: cerca de 20% dos livros impressos e em circulação são cópias ilegais. Grande parte deles segue para exportação.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.