E, como acontece com todas as más pregações, apenas os mais crentes esboçam um aceno de concordância. Todos os outros só vislumbram um presidente incapaz de ser um árbitro equidistante das políticas partidárias. Quando o País precisa de um juiz de qualidade internacional, surge em campo um João Capela nos seus piores dias.
Curioso é ainda o facto de ser o próprio chefe de Estado a alertar para a distração dos portugueses quando se dirige ao País. Disse agora, em relação ao seu discurso do 25 de Abril, que muitos nem tinham percebido ter "utilizado precisamente" as mesmas palavras da mensagem de Ano Novo. É realmente peculiar que tenha de ser o Presidente da República a chamar a atenção para isso, chega a fazer lembrar a imagem de um homem aos saltos no meio da multidão para se fazer notar. Seria mais eficaz e elegante que outros o tivessem percebido e falassem por ele, mantendo o órgão máximo de soberania, o representante jurídico da comunidade nacional, um papel superior e vigilante na procura da unidade do Estado. Não é isso que acontece.
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Por Carlos Rodrigues
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