A beneficiária deste arrebatamento de clemência é uma advogada em prisão preventiva que se entretinha com o namorado a assaltar velhinhas para sustentarem o vício da cocaína.
Ela, por quatro crimes, abandonou o tribunal com uma pena suspensa; ele, por sete roubos, foi conduzido à cadeia para cumprir oito anos. Saiu em liberdade, mas ainda ouviu a habitual liçãozinha de moral: " Não pense que os seus crimes foram desculpados, mas o tribunal acredita que o simples risco de voltar à prisão é suficiente para não voltar ao crime" – disse a juíza presidente.
Começa a ser hábito a placidez dos tribunais perante advogadas que se perdem no crime. Em Braga, uma outra, reincidente em roubos para a droga, também lhe saiu em sorte uma pena suspensa por dois assaltos a lojas de ouro.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.