Perante este diagnóstico, a melhor política seria, com o mesmo investimento, melhorar os resultados, que é como quem diz, melhorar a qualidade através de um aumento de eficiência. Uma segunda alternativa, pior que a primeira, mas compreensível à luz de uma realidade orçamental restritiva, seria manter o nível de resultados, mas gastando menos. Neste caso, não haveria melhoria na qualidade do ensino, mas a redução do investimento seria compensada pelo aumento de eficiência.
O busílis destas soluções é que os ganhos de eficiência, para além de difíceis de obter, não se conseguem do pé para a mão: exigem pinças e levam anos a conseguir. Resta a terceira solução, a que parece estarmos condenados: cortar a direito, conseguindo a necessária redução de orçamento, não à custa de um aumento da eficiência, mas de um abaixamento da qualidade.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.