A segunda: 63,5% defendem que o memorando deve ser mesmo cumprido. Não ignoro, com isto, o descontentamento muito alargado relativamente às duras medidas de austeridade e à situação do país. Mas o que estes números mostram, num caso e noutro, é que apesar da situação difícil que está a atravessar a grande maioria dos portugueses olha para um lado e para o outro e não vê nem acredita em alternativas. Nem alternativas políticas credíveis, nem alternativas do género rasgar o acordo ou abandonar o euro.
Por isso, os portugueses consideram não só que este governo deve continuar a governar como também perseverar no caminho do cumprimento. Este processo de ajustamento doloroso por que estamos a passar é o óleo de fígado de bacalhau que nos enfiavam goelas abaixo quando éramos crianças. É impossível gostar. Mas tem que ser. E os portugueses já perceberam isso.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.