Aliás, frequentemente escrevo textos, como estas minhas crónicas, de acordo com a grafia de 1945, ainda que eles sejam depois "corrigidos". Quando os leio, publicados, fico irritado por ver, por exemplo, que os "actos" foram transformados em "atos" mal atados ao texto.
O acordo é mau, porque distorce a língua portuguesa e introduz confusões desnecessárias. Uma das características mais interessantes do português são as suas tonalidades no vocabulário e na fonética que resultaram em ortografias variadas, ainda assim entendíveis por todos, o que, infelizmente, não sucede com a língua falada, nomeadamente com o português de Portugal no Brasil.
Esta riqueza, que resulta da diáspora e das múltiplas influências, não foi entendida por políticos e fundamentalistas bem pagos que nos impuseram uma ortografia única. Coisa que os ingleses e americanos, por exemplo, nunca quiseram. O "neigbour" (vizinho) inglês não tem, por esse motivo, qualquer dificuldade em ler ou compreender o seu "neighbor" americano.
E não é por essas diferenças que deixa de haver um muito maior intercâmbio no domínio da escrita, do que entre Portugal e Brasil. Em qualquer caso, nenhum brasileiro deixa de comprar um livro editado em Portugal só pelo facto de ser escrito na grafia de 1945.
E como era inevitável, depois de se impor uma impossibilidade por decreto, o objetivo de criar uma ortografia única para todos os países de língua oficial portuguesa resultou num fiasco. Desde logo, porque os angolanos não se deixaram seduzir pelo projeto e os brasileiros continuaram a escrever à sua maneira. Ao contrário, e como é hábito em Portugal, onde abundam as imposições e falta o bom senso, depois de milhões a introduzir um pseudoacordo que chegaram a apelidar de conquista de Abril, ninguém diz que o rei vai nu. Querem, ao invés, vesti-lo de ridículo, ao penalizarem os alunos do secundário que a ele não se atem. Registe-se, então, e em ata bem atada, que isso é, apenas, mais um degrau neste grande disparate...
Projeto locomotiva
Hoje mando o leitor para a rua, mais concretamente para a Rua da Madeira. Um lugar esquecido e até esconjurado do Porto pode ser, afinal, um largo com futuro e o rastilho de uma mudança. A intervenção que o projeto Locomotiva está a executar nas imediações da Estação de São Bento é um verdadeiro processo de regeneração urbana.
Dia 21 é aberto um novo largo, onde a arte e a animação serão motivos para que, no futuro, a cidade faça o resto, como, aliás, costuma acontecer.
Corridas
Depois de alguns dos seguidores da minha página de Facebook terem contestado a decisão de acabar com o Circuito da Boavista, esta semana aconteceu algo interessante. Perante a partilha de uma notícia sobre a realização, no Porto, do Grande Prémio de Motonáutica, alguns desses não resistiram a demonstrar nas suas páginas a sua satisfação.
Esse facto levou um deles a perguntar publicamente aos outros na caixa de comentários da notícia: "Mas… afinal gostamos?" Esta curiosa pergunta demonstra que mesmo alguns dos mais acérrimos defensores de algo, no Porto, têm a capacidade para entender que há mais vida para além das corridas de automóveis, que, infelizmente, não poderemos realizar este ano na cidade do Porto.
Protagonistas
Belmiro de Azevedo
Abandona a Sonae. O final de uma carreira de cinquenta anos. O homem das ruturas criadoras construiu um Império, o único do pós-25 de Abril.
Lopetegui
Mais uma vez, o FC Porto é um David entre os Golias europeus. E, de facto, Lopetegui merece o reconhecimento deste cético adepto...
Nelson Évora
Depois de uma grave lesão, o atleta português não desistiu. E, agora, voltou a trazer o ouro para Portugal. Um grande exemplo.
Os tribunais
Já sabíamos, mas agora temos a certeza. A União Europeia concluiu, num estudo comparado, que a nossa Justiça é muito lenta e nada barata.
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