Publica-se e divulga-se uma coisa destas só por ter sido escrito em presumível papel timbrado da Directoria Nacional da PJ ou por os seus corajosos autores se intitularem “inspectores” da PJ? Mas já chegámos aqui? Quem não vê e não se apercebe de que o objectivo de tão intrépida denúncia sem autores – que, aliás, o sr. Pinto da Costa anunciara premonitoriamente 48 horas antes – é envolver nos crimes de corrupção desportiva e no processo ‘Apito Dourado’ os clubes do Sul, em particular o mais significativo deles, o Benfica, e o seu actual presidente?
Que pretendia dizer senão isso o arguido Pinto da Costa quando, na sua última entrevista à SIC, falava do “Apito Encarnado”? Quem olhar para quem são os alvos desta apócrifa ‘escritura’ descobre de imediato um rabo escondido… com o gato todo de fora! Metia-lhes impressão (a estes ‘inspectores da PJ’, claro) que nem clubes, nem dirigentes de clubes do Sul aparecessem nas gravações, não fossem ‘também’ implicados, falados, etc.
Era preciso futebolizar a Justiça, a geografia, o País. No seu desespero, até um cidadão como o prof. Fernando Seara, só porque é do Benfica e o apito deles é vermelho, “foi comprado” (por Vieira) por 100 mil euros! Ainda ontem num programa de futebol da TV pública um ilustre jurista repisava a sua estranheza por o MP (o do Sul, claro) ter dado guarda pessoal à Carolina e não à mana gémea.
Não terá sido porque uma era a mulher do presidente e a outra a do motorista do presidente? Senhor Procurador-Geral, a Europa – e não só a do futebol – olha para esta ópera bufa do ‘Apito Dourado’ e ri-se de nós…
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Por Carlos Rodrigues
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