Todos os que o rodeavam, terminado o desenrolar do drama judiciário no julgamento, afastam-se para o deixarem isolado na supina responsabilidade de sentenciar ou, de outra forma, decidir. Até mesmo o relevante apoio da dogmática e da jurisprudência, essencial para o fundamento da decisão, finda o seu papel na altura em que cabe ao juiz o momento de decidir.
Isso traduz-se em considerável peso de responsabilidade, exigindo sólida e sedimentada cultura jurídica, estudo actualizado, investigação aprofundada, ponderação dos interesses contrapostos na dialéctica da relação processual, enfim, consciência permanente de que fazer justiça com isenção e sabedoria não é o mesmo que debitar à mesa do café.
Bom seria que, nestes tempos em que muitos exultam ao falar sobre aquilo de que nada percebem, houvesse alguma contenção, por simples imperativo de sensatez, se mais não lhes for exigível, antes de denegrir os magistrados como privilegiados detentores de imerecidas prebendas.
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Por Carlos Rodrigues
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