É o que Portugal vai receber da Europa até 2020. Disse-o Durão Barroso, um político com o dom da palavra: em tempos, avisou que o País estava "de tanga". Guterres, outro tribuno de excelência, dizia que "não há uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão".
Bastaram por isso aquelas palavras no Parlamento para Barroso definir o rumo da governação, seguido à risca até emigrar para Bruxelas. Uma década depois, com a falência do País pelo meio, Durão prova que os políticos portugueses já sentem segurança suficiente para brincar com o dinheiro em público, outra vez. Sinal de que o pior já passou. "Porreiro, pá!"
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.