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Os deputados do PSD e e do CDS, a maioria no poder que o aprovou com mais ou menos reservas mentais e estados de alma, continua a atribuir a responsabilidade pelas políticas de austeridade aos erros do PS nos últimos quinze anos, uma herança sobretudo do consulado de José Sócrates.

Vítor Gaspar provou na intervenção final que não é só um técnico, mas também um político, ao falar da divisão interna do PS, que tem um "lado radical" e outro "moderado" de "linhagem europeia". Ao votar contra o Orçamento, António José Seguro parece sucumbir à "tentação do radicalismo".

Retóricas à parte, 2013 vai ser o ano do maior aperto fiscal da história da democracia portuguesa. Tal como o Coronel Jesuíno de ‘Gabriela’, este Orçamento também avisa: "Eu vou-lhe usar". Vai usar os impostos de todos os portugueses.

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