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A morte de Eusébio desencadeou uma comoção colectiva com expressão nas ruas e nas televisões. O apreço pelo antigo jogador surpreendeu quem não valoriza a conversa comum das pessoas: Eusébio era apreciado como grande jogador, cidadão, ser humano e patriota. Foi símbolo nacional em vida, imposto informalmente pelo povo. Depois de morto, uma decisão colectiva de eleger Eusébio como rei do povo tornou-se visível, agora formalmente, pela comoção colectiva, nas ruas e nos media. Institucionalmente, também. A política foi atrás do povo: o presidente fez uma declaração invulgar ao país, o governo decretou três dias de luto, os partidos choraram nas TV e em voto de pesar e minuto de silêncio no parlamento.

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