Se a política portuguesa oscila entre a comédia e a tragédia, Woody Allen teria que aterrar entre nós. Para começar, soube-se que Paulo Portas, de passagem por Nova Iorque, falou com a trupe de Woody para que filmassem qualquer coisinha em Lisboa. Luís Filipe Menezes não gostou.
Lisboa? E por que não no Porto? Bem observado.
Embora, aqui entre nós, fontes ouvidas pelo colunista tenham garantido que Woody Allen talvez preferisse locais menos óbvios, como Gondomar ou Sacavém.
Seja como for, é de louvar que a elite política nacional esteja disponível para perder tempo (e dinheiro) nos postais ilustrados de Woody Allen. Mero provincianismo? Talvez. Mas, como o próprio Woody ensinou no belíssimo ‘A Rosa Púrpura do Cairo’, sempre que a realidade é amarga (juros que não descem, dívida que sobe, segundo resgate no horizonte), a única coisa que nos resta são mesmo as consolações da fantasia.
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