Entre a ‘Dama de Ferro' dos anos 80 e aquela que agora comanda a Europa há pontos em comum, como a ideologia conservadora e a capacidade de triunfar num meio que ainda é dos homens mesmo nos países ocidentais. Mas não é menos verdade que existe um oceano a separá-las. É o Atlântico, para o qual Thatcher olhou ao reforçar a aliança com os EUA no final da Guerra Fria, e que serve de fronteira a Merkel, concentrada na relação com a França, ao ponto de se envolver na campanha de Sarkozy.
Já a outra diferença, no estilo de actuar e comunicar, ameaça diluir-se. Margaret não teve medo de enfrentar adversários como a Argentina e os sindicatos. Angela, como se vê pelas recentes declarações sobre a utilização dos fundos comunitários na Madeira, segue por essa estrada.
Como se diz no português do outro lado do Atlântico, estamos ferrados por esta dama.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.