É, certamente, difícil permanecer insensível ao drama do povo palestiniano, e tudo o que as Nações Unidas e outros atores internacionais façam para minorar o seu infortúnio será pouco. Convém, todavia, esclarecer responsabilidades. Qualquer cessar-fogo unilateral está antecipadamente condenado ao fracasso. A utilização das populações civis como escudo implica um risco humanitário elevadíssimo. Ocultar meios militares dentro de instituições – igrejas, hospitais, escolas – que deveriam estar acima de qualquer suspeita só irá alimentar uma espiral infinda de agressões e violações de princípios básicos. Mas o que acontece na faixa de Gaza não se pode compreender só com base nos relatos dos "media" pois nada disto acontece por acaso. O ‘timing’ e as táticas escolhidas por Israel encurralam o Hamas e dificultam as negociações de que o secretário de Estado norte-americano Kerry não desiste. O futuro depende também dos interesses e estratégias do Irão e das monarquias do Golfo.
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Por Carlos Rodrigues
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