O crente comum vê na eleição de Jorge Mario Bergoglio uma oportunidade de reabilitação do ideário no caminho dos verdadeiros valores cristãos, tantas vezes apregoados mas pouco praticados. Uma luz nestes tempos difíceis, com o desejo de que, por fim, a Igreja desça à terra e não esqueça o mundo.
Com apenas meio ano de pontificado, o sumo pontífice tem dado sinais de que se pode tornar um dos papas mais marcantes da História. Francisco não tem medo das palavras, os temas são para enfrentar sem discursos dúbios. O papa não se compadece com os aspetos materiais que rodeiam a cúria romana, na qual diz existir uma cultura de corte. "Os chefes da Igreja têm sido narcisistas e lisonjeados pelos seus cortesãos. A corte é a lepra do papado", afirma Francisco, que também tece duras críticas ao liberalismo desregrado que, considera, "apenas torna os fortes mais fortes, os fracos mais fracos e os excluídos mais excluídos." Ao fim de tantos anos, há esperança. Temos papa.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.