Para pior. Mas essa é a única semelhança. De resto, ainda não chegámos à Madeira. Antes de pedir o empréstimo à troika, Sócrates quis saber se teria legitimidade para governar com as novas regras. Foi a eleições e perdeu. Jardim chegou a acordo quanto ao plano de resgate depois das urnas (que podiam ter sido adiadas). Ou seja, os madeirenses votaram na ignorância. No continente, a crise e as medidas recessivas colocaram o país nesta situação com a dívida (não ocultada). Basta ver as contas de 2011 - as despesas caíram e as receitas baixaram. Já na ilha as despesas têm sido a loucura e a dívida foi encoberta.
Mais. Ao exigir parte das receitas da privatização da TAP, ANA e CTT, o governo regional mostra como quer solidariedade na hora de receber e mero egoísmo na altura de contribuir. Por fim, se Passos Coelho continuará a fazer gáudio de "ir além da troika", o mais provável é Jardim não conseguir cumprir o plano acordado. E restar-lhe-á a demissão. Sem honra nem glória.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.