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Paulo Fonte

Paulo Fonte

Chefe de Redação/Revistas

Mãozinha de Gaspar

27 de abril de 2013 às 01:00

Passo a explicar. Em tempos de míngua orçamental, uma mudança seria uma ótima oportunidade para poupar o erário público. Certo? Não, errado. O que aconteceu é que saíram três, entraram cinco novos governantes. Alguém tem dificuldade em fazer simples operações, logo, voltamos ao início do texto – aqui anda mão do ministro das Finanças.

Além desta questão do deve e do haver – o ministro Nuno Crato poderia dar uma ajuda nestas coisas da matemática –, custa entender o perfil de cada um dos escolhidos para as novas funções. É difícil, por exemplo, aceitar a antiga presidente da Câmara de Ponta Delgada, candidata derrotada à presidência do Governo Regional dos Açores, no cargo de secretária de Estado da Defesa.

Apreciando o currículo de Berta Cabral, nada a liga a este novo mundo. Licenciada em Finanças, esteve no Ministério da Agricultura e na administração da SATA, passando depois a integrar o governo regional. Após alguns arrufos com a política de Passos Coelho, avança agora para enfrentar os militares. Surpreendente. No mínimo.

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