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Um clássico com três alterações de comando do marcador é uma raridade e reflecte duas coisas: a grande preparação táctica, física e mental da equipa que conseguiu reverter uma reviravolta total do jogo e o excesso de confiança e deficiente leitura dos acontecimentos da parte de quem não consolidou a difícil recuperação realizada após uma desastrada abordagem do jogo.

O FC Porto, contando com a habitual ajuda de importantes factores laterais, como a arbitragem de Pedro Proença, acabou por justificar o avanço conquistado e transmitir a ideia de que, não estando tão forte como na época anterior, ainda se situa, a nível nacional, uns furos acima do rival principal em maturidade, competitividade e controlo das situações extremas – a mentalidade dos campeões.

Mas tem pela frente, agora, outro rival determinado, personalizado e mais realista do que o Benfica. O Sporting de Braga de Leonardo Jardim obteve no estádio do Nacional da Madeira a décima vitória consecutiva, alcançando para já o Benfica e podendo preparar com ambição e calculismo o plano de recuperação dos três pontos de atraso para o líder. Depois da derrota em Setúbal, até os sportinguistas reconhecem ter ficado irremediavelmente fora do pódio da Liga e do acesso à Liga dos Campeões.

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