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O que o time de Parreira mostrou, contra a frágil Croácia, foi praticamente uma repetição do que já se observara desde o início dos treinos brasileiros, em Weggis.

Kaká em forma exuberante, Ronaldo Fenómeno pesadão e apagado, Ronaldinho Gaúcho tentando sempre jogadas de efeito (com baixo índice de aproveitamento) e a selecção, como um todo, jogando sem imaginação ou produtividade.

O resultado em si não foi ruim nem – justiça seja feita – muito diferente do que a grande maioria das selecções consideradas sérias candidatas ao título obtiveram. Vencer este primeiro jogo era o mais importante, e isso o Brasil conseguiu. Mas, para um time que reúne os mais talentosos jogadores do Planeta, e costuma ser visto como o ‘dream team’ do futebol, foi pouco. Bem pouco.

Na próxima rodada, contra a Austrália (que lidera o grupo, pelo critério de saldo de golos), o mínimo que se espera é que o time se solte (era evidente o nervosismo da estreia, ontem) e consiga produzir um jogo minimamente próximo ao enorme potencial que possui.

Pelo visto, a classificação será alcançada sem sustos, tal qual a vitória na estreia. Mas, que ninguém se iluda: para chegar ao ‘hexa’ será preciso mais. Muitíssimo mais do que se viu na primeira rodada em Berlim.

O QUE FAZER COM O FENÓMENO?

A motivação da estreia na Copa não foi suficiente para fazer Ronaldo voltar a exibir seus dotes de artilheiro. Mais apagado do que nos amistosos na Basiléia e em Lucerna, o Fenómeno mal tocou na bola e deu apenas um chute a golo – aos dez minutos do segundo tempo. Por cima do travessão.

Ainda no primeiro, aos 28 minutos, a torcida brasileira já ensaiava o coro por Robinho – que só foi entrar, aos 23 do segundo, após novo refrão dos torcedores, clamando por ele.

Ronaldo saiu sob vaias e o time melhorou um pouco. E agora, Parreira?

UM ÚNICO MÁGICO NA FRIA ESTREIA

Não foi somente o golo. Kaká fez de tudo na estreia do Brasil, contra a Croácia. Armou, marcou, chutou e passou com precisão, fazendo a diferença. Se jogasse no time croata, provavelmente o resultado teria sido o inverso.

Em forma física esplendorosa, Kaká exibiu todo o seu repertório. No golo, um chute primoroso e consciente, de curva, fugindo ao alcance do goleiro. Em jogadas menos vistosas, mas também importantes e eficientes, cobriu até Cafú, na lateral direita. Do ‘Quadrado’ inteiro, mágico mesmo, ontem, só o Kaká.

GOLEIRO PAROU RONALDINHO GAÚCHO

Ronaldinho Gaúcho foi o jogador mais marcado pelos croatas e mais accionado pelos brasileiros. Não chegou a jogar mal, mas também esteve longe do craque espectacular, que nos acostumamos a ver no Barcelona.

Poderia ter saído de campo, entretanto, com um saldo positivo se o goleiro Pletikosa não tivesse feito duas grandes defesas, em suas melhores conclusões – uma, aos 15 minutos do primeiro tempo, em chuto da entrada da área (em que Juan abriu as pernas, fazendo o corta-luz), e a segunda, aos 16 minutos do segundo, numa cabeçada, após cruzamento de Cafú.

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