A celebração que aí ocorre das Jornadas Mundiais da Juventude e a liderança que o Brasil exerce na América Latina são razões que explicam bem a decisão. Acresce que o estilo adotado pelo novo papa, que segue o exemplo de humildade e modéstia de um outro histórico Francisco, possui méritos suficientes para cativar sociedades que se debatem com o intrincado problema da pobreza. Esses méritos foram já reconhecidos, aliás, pelo teólogo brasileiro Leonard Boff - um defensor da Teologia da Libertação -, para quem este papa pode vir a iniciar a "Primavera" do Vaticano.
Mas os problemas que o papa Francisco enfrenta no Brasil tocam também outras questões vitais para a Igreja: a concorrência que a proliferação de confissões e seitas tem feito sobre o catolicismo na América Latina e o desinteresse com que as novas gerações vêm encarando a fé religiosa.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.