A gestão do ciclo político pelo Governo é uma reprodução perfeita desta discrição da triste sorte do cavalo do inglês. Apertar forte as empresas e as famílias em 2012, aliviar um pouco no final de 2013 porque há eleições autárquicas e depois ir abrindo até às legislativas de 2015.
As dificuldades do País e a forte volatilidade das condições externas deveriam ser razões para que o Governo colocasse o interesse nacional acima do interesse partidário. O aperto cego de 2012 até poderá controlar o défice, mas arrasa as famílias e arrisca-se a ferir de morte a rede de pequenas e médias empresas que são a base da nossa economia e da criação de emprego. Solidário na necessidade de atingir os objectivos de consolidação das contas públicas, o PS propôs um alargamento de um ano do prazo para atingir a meta dos 4,5%. O Governo recusou e acelerou a recessão a todo o galope. Vejamos o que sobrevive a esta gestão egoísta do ciclo político.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Não parecendo uma pessoa extrovertida, o Papa Leão XIV transmite algo de ternurento e carinhoso.