A referência estatística ontem destacada pela dra. Dulce Rocha, presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens, vem adiantar que o drama é mais grave do que se poderia imaginar. Portugal que lamentamos ver nas estatísticas internacionais sempre muito abaixo do que era nossa ambição, tem afinal um trágico lugar de destaque: É o país com maior número de mortes de crianças por negligência e maus tratos.
Estamos no topo do pior. A Vanessa e a Joana não são apenas casos de imenso horror, são felizmente também raros neste mundo, em que estamos longe do primeiro lugar em educação, saúde, justiça e bem-estar, mas na frente a maltratar.
É mais um motivo de revolta com o país que somos e mais uma razão para fazer tudo para mudá-lo. O desafio é enorme para quem se resigna ao tradicional “vamos indo”. Mas o caminho é possível se começarmos a mudar já e a mudar mesmo. Na educação, saúde, justiça e bem-estar, porque assim seremos menos capazes de maltratar.
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Por Carlos Rodrigues
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Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
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