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Sexta-feira, quase na recta final do ‘Jornal Nacional’, na TVI, José Eduardo Moniz apareceu sentado, em estúdio, na cadeira reservada aos convidados da Informação. A presença do homem-forte da estação nos ecrãs – cada vez mais rara – teve um sentido muito especial: sublinhar a importância da aquisição, pelo seu canal, da transmissão dos jogos da SuperLiga de futebol.

O negócio – avaliado em cerca de oito milhões de euros – inscreve-se numa estratégia forte de conquista de audiências que passa, também, pelo arranque, em Outubro, do polémico ‘reality-show’ ‘Quinta das Celebridades’, onde um grupo de VIP vai experimentar a vida simples e agreste do campo.

O sorriso de Moniz, que as câmaras testemunharam, parece indiciar uma garantia de confiança na conquista de bons resultados pela estação de Queluz de Baixo. Poderá ser. Não se pense, porém, que a concorrência estará disposta a assistir, tranquilamente, ao ‘renascimento’ da TVI.

À estratégia forte de José Eduardo Moniz, o canal de Pinto Balsemão tem optado, antes, pelo que se pode classificar de ‘revolução tranquila’. Tranquila, porquê? A dupla Manuel S. Fonseca/Gualdino Paredes, responsáveis máximos pela definição estratégica da programação da SIC, tem procurado consolidar o seu produto. A ideia é simples e eficaz. Sabendo da qualidade garantida das novelas brasileiras – verdadeira âncora do canal – arquitectaram a programação em volta da eficácia transbordante destas histórias contadas em português com açúcar (como dizia Eça de Queiroz).

Os resultados das telenovelas são esmagadores. ‘Chocolate com Pimenta’ e ‘Celebridade’, por exemplo, são como adubo para terreno fértil. Tudo o que se semeia por ali dá bons frutos. Não é por acaso que este tem sido o melhor mês do ano para a SIC, com a média de ‘share’ a ultrapassar a barreira dos 30 pontos (o que acontece pela primeira vez em 2004). Ainda por cima, tudo isto num mês que se esperava mais complicado, com os Jogos Olímpicos em regime exclusivo na televisão pública e o futebol a regressar em força à TVI.

Também em aparente resposta à ‘Quinta das Celebridades’, forte aposta de José Eduardo Moniz para a reedição do sucesso do ‘Big Brother’, Manuel S. Fonseca avança com uma segunda edição de ‘Ídolos’. O formato pode ser menos empolgante mas é, seguramente, um valor garantido.

Na sexta-feira, José Eduardo Moniz sorriu perante os telespectadores, quando anunciou a compra do futebol e falou – ao de leve – na ‘Quinta das Celebridades’, mas não tem as novelas importadas do Brasil. Resta saber, como diz o povo, se quem ri por último não é quem ri melhor. Para já, é evidente que Moniz está com algum atraso, porque todos viram que foi numa sexta… que ele falou da ‘Quinta’.

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